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Cheia de esculturas pelas ruas, a capital do Limpopo é base para visitar sítios arqueológicos e a fábrica do licor Amarula.
Se fosse traçada uma linha da Cidade do Cabo até sua ponta oposta no mapa sul-africano, a última cidade dessa reta de 2 mil quilômetros seria Polokwane, já quase na fronteira com o Zinbábue.
Na verdade, a linha existe: trata-se da autoestrada N1, que passa por Bloemfontein, Johannesburgo e Pretória.
Polokwane é a capital da província de Limpopo, região de montanhas e áreas florestais.
O lugar se orgulha de ser um dos berços das civilizações que ocuparam o sul do continente.
No extremo norte do Limpopo está o Parque Nacional Mapungubwe, fundado em 2004, com 28 mil hectares.
Além dos animais de sempre, o lugar tem importantes vestígios arqueológicos. Na colina Mapunggubwe, Patrimônio da Humanidade pela Unesco, habitaram populações de 500 mil anos atrás.
Polokwane tem as mesmas ruas largas e arorizadas (com jacarandás) de Pretória. E se orgulha de ter o maior índice per capita de esculturas por habitante.
Boa parte se espalha pelos Jardins da Biblioteca, onde está o Polokwane Art Museum. A cidade tem ainda um interessante museu dedicado à fotografia, o Hugh Exton Photographic Museum, que possui cerca de 22 mil imagens retratando o cotidiano local desde 1890.
Uma ida a Polokwane se justifica como ase para viagens pela região. No Limpopo fabrica-se o famoso licor Amarula, cujas campanhas publicitárias milionárias mostram elefantes a se alimentar vorazmente de plantas usadas na bebida.
Considere fazer um passeio até a sede, em Phalaborwa, e à contígua e montanhosa vila irlandesa de Haenertsburg, onde há também algumas cachoeiras e rios bravios.
Como é inescapável, o Limpopo também tem uma bela reserva animal, o Lapalala Wilderness, com os Big Five.
A emoldurá-la, um cenário com rios limpíssimos. Em outro ponto da região, em Watererg, no caminho para Pretória, aproveite para conhecer o Rhino Museum, o único dedicado a esse estranho e velhíssimo animal tão familiar aos sul-africanos.